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Pets em viagens internacionais

pets

Levar seu bicho de estimação para fora do país pode ser mais trabalhoso do que se imagina, mas tem quem faça tudo por você: dos trâmites burocráticos às obrigações veterinárias.

Seja para fazer companhia em viagens a lazer ou pela necessidade de mudar de país, pessoas que pretendem levar seus animais para fora do Brasil precisam se atentar a muitas regras e detalhes antes de efetivamente embarcarem com seus pets. O veterinário Roberto Moisés Feuerwerker explica que é necessário observar três aspectos determinantes para esse tipo de viagem: “Em linhas gerais, é preciso saber as exigência sanitárias do país de destino, produzir os documentos legais necessários e identificar de quais maneiras o animal pode ser transportado na companhia aérea”.

Idealizador e dono da Flying Pet, uma assessoria de viagem especializada, Feuerwerker também afirma que é necessário que os viajantes tenham paciência e um ótimo planejamento antes de saírem do país com seus bichos. “Para levar um cão para o Japão, por exemplo, só o preparo sanitário pode demorar até sete meses”, alerta.

RESTRIÇÕES

Há um limite de peso e volume que não podem ser excedidos. “As restrições podem acontecer em duas etapas da viagem: no embarque, caso não respeite as exigências da companhia aérea e no destino, caso o órgão fiscalizador não ateste o porte do animal”, diz Roberto. Alguns países ainda dificultam ou até impedem a entrada de raças específicas, “como o rottweiler e o pitbull, consideradas perigosas por conta de históricos de ataques”. Além disso, muitas companhias aéreas também não aceitam embarcar raças braquicefálicas (aquelas conhecidas como “de fucinho achatado”), sejam gatos ou cachorros. “As companhias impedem o embarque, porque esses animais apresentam maior possibilidade de acidentes durante a viagem”, explica Roberto.

Com relação ao tamanho, existe um limite para que o animal possa viajar na cabine junto com o dono. Se não, ele deve ser despachado junto com a bagagem. “O transporte em cabine é só para animais pequenos, geralmente com menos de 10 quilos e dimensões que não comprometam o local onde eles serão transportados, que é em baixo dos assentos”, aponta o veterinário. Caso o pet exceda esse peso e dimensões, há duas possibilidades, sendo que em ambas o animal viaja no compartimento de carga: se ele pesar até 45 quilos (somando-se peso e o da caixa de transporte), poderá ser despachado no check-in e se pesar mais que isso, é preciso utilizar o procedimento de carga viva, com carregamento feito via terminal de cargas.

A seguir, citamos três etapas que uma viagem internacional com seu pet exige:

1ª ETAPA • PREPARO SANITÁRIO
Aqui, há uma série de exigências que variam de país para país. “É preciso saber o que o órgão fiscalizador do aeroporto do país de destino

2ª ETAPA • DOCUMENTOS LEGAIS
“Em segundo lugar, é necessário ter em mãos os documentos que registram e validam todas as exigência sanitárias obrigatórias do país de destino”, destaca. Esse documento precisa, necessariamente, passar pelo órgão fiscalizador aqui do Brasil, no Ministério da Agricultura, através da Vigiagro – Vigilância Agropecuária.

3ª ETAPA • COMPANHIAS AÉREAS
As restrições quanto ao peso e às dimensões do animal variam de companhia para companhia. Mas além delas, há ainda outros detalhes que precisam ser observados. “Geralmente, os pets viajam junto com seus donos, mas existem situações em que os donos já estão no destino e o animal viajará sozinho”, observa Roberto. Para cada uma dessas situações, existem obrigações legais distintas que autorizam o embarque do pet.

PARA CADA NOVA VIAGEM, UM NOVO PROCESSO
Como as regras de viagens com pets variam nos diferentes países e companhias aéreas, não há como fugir de nenhum processo descrito. “Desde a fundação da Flying Pet, nunca assessoramos um caso igual ao outro. Sempre há muitas variáveis e é exatamente por isso que as pessoas nos procuram em vez de tentarem resolver tudo isso sozinhas”, finaliza Roberto Feuerwerker.