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Debora Cussiol fala sobre os desafios da Prevenção à Fraudes

Debora Cussiol

Com a chegada da Covid-19 no mundo em 2020, vivemos a maior crise sanitária e consequentemente econômica das últimas décadas e isso se reflete em todos os setores da sociedade, com o turismo foi um dos setores mais afetados. Com a crise e poucas oportunidades, um “mercado” bastante conhecido, infelizmente se tornou ainda mais praticado, as fraudes.

Segundo a TransUnion presume-se que em 2020 houve um aumento de 10% a 15% de perdas relativas à fraudes. Já segundo a Febraban, durante o isolamento social, todas modalidades de fraude tiveram aumento considerável, porém entre elas o Phishing (fraudes de roubos de dados pessoais e financeiros das vítimas) teve uma frequência de 80% a mais, comparado a 2019.

Julie Fergerson, CEO da Merchant Risk Council, em entrevista à CNBC alertou que nos próximos três anos o número de fraudes, principalmente de cartões de crédito, tende a crescer ainda mais.

Com esse cenário apresentado, percebemos que é de extrema importância estarmos ainda mais atentos e alinhados a rígidos processos de Prevenção à Fraudes e Análise de Risco. Por isso, conversamos com Debora Cussiol, Especialista em Prevenção e Análise de risco da Flytour Travel Solution sobre os principais tipos de fraudes no mercado, e o que podemos fazer para nos proteger.

Conheça as fraudes mais comuns praticadas pelos hackers

Roubo de senha

Vários são os artifícios utilizados por hackers para conseguir a senha de suas vítimas.

Como Se proteger?

• Utilize senhas fortes que contenham caracteres especiais e números, letra maiúscula e nunca dados pessoais (como aniversário) ou frases
• Tenha senhas exclusivas para cada conta e não deixe salvo no navegador
• Caso você tenha muitas senhas é possível usar um gerenciador
• Não utilize blocos de notas para guardar suas senhas
• Evite utilizar wi-fi aberto e desconhecido
• Evite logar em sites por meio das redes sociais
• Utilize verificação em duas etapas sempre que o aplicativo ou programa tiver essa opção.

Chargebacks

Cancelamento de uma venda por cartão por não reconhecimento de seu titular.

Como Se proteger?

Se atente às documentações, conheça seu cliente, busque saber como o cliente conheceu a agência, indicações e faça perguntas aparentemente despretensiosas. Isso pode ajudar a tirar informações relevantes sobre possíveis fraudes.

Faça a mesma pergunta duas vezes em momentos diferentes, pode parecer bobagem, mas o fraudador distraído muitas vezes não se dá conta e acaba por criar contradições em suas histórias. Pergunte data de nascimento, nome dos pais e repare se há demora ou dificuldade em responder tais perguntas e entenda os motivos da possível viagem.

Phishing

“Pesca virtual” é a tentativa de obter os dados de pessoas ou empresas, sejam senhas, documentos, dados bancários, cartões de crédito, credenciais profissionais entre outros. Esse tipo de fraude muito recorrente no turismo.

O fraudador envia o mesmo conteúdo para diversos contatos fazendo algum tipo de “proposta” ou solicitação e a agência acreditando ser confiável faz a venda ou passa alguma informação confidencial. Existe também a clonagem de sites, ligações e mensagens sobre bloqueio de cartão ou vendas não concluídas e atualmente até mesmo via redes sociais com “campanhas imperdíveis”.

Como Se proteger?

Manter o seu antivírus atualizado, ter um firewall e usar plugins anti-phishing, são as formas mais eficazes de se proteger desse tipo de golpe. Verifique se o site acessado possui o certificado SSL (selo de segurança do site) ou o “cadeadinho” do site.

Ao receber um e-mail desconhecido não abra links ou arquivo. Se desconfiar não responda ligações e e-mails desconhecidos, e faça uma busca pelo contato correto e retorne depois.

Caso tenha alguma dúvida, a Flytour possui um departamento de Prevenção à Fraudes para:

1. Auxiliar as agências na detecção de possíveis fraudes
2. Analisar características de risco nas emissões via MaisFLY
3. Alertar agência em caso de suspeita
4. Verificar possíveis inconsistências de dados (APOIO)
5. Validar ferramenta de análise de risco
6. Acompanhar procedimento de *cancelamento e bloqueio de emissão por fraude
7. Acompanhar e Alimentar dados fraudulentos em lista de bloqueio
* Procedimento de responsabilidade da agência

** De acordo com as novas regras de PCI não somos autorizados a receber informações
de cartão via e-mail.

Acompanhe as dicas abaixo para evitar riscos em suas emissões:

A Especialista em Prevenção e Análise de risco da Flytour Travel Solution, Debora Cussiol, alerta que a CNH é o melhor documento para análise de veracidade pois possui um site próprio para checagem das informações https://portalservicos.denatran.serpro.gov.br/#/home.
NUNCA aceite documentação vencida. 10 anos é o máximo permitido atualmente para RG e a CNH conforme constar na documentação.

Debora comenta, “É importante seguir essa recomendação dos documentos, porque muitos fraudadores apresentam documentos antigos, com a desculpa de ainda não terem renovado, quando na realidade o documento é fruto de roubos, perdas, furtos ou desatualizações em que o verdadeiro dono já possui uma versão atual”.

Receber cartões e documentos apenas por e-mail, WhatsApp e outras ferramentas de mensagem dificulta muito a conferência da veracidade e se realmente há uma cópia física daquele meio de pagamento ou documento.

Lembrando que a análise de imagem não é conclusiva e é bastante subjetiva então mesmo que haja dúvidas, outras características devem ser levadas em conta no apoio a detecção da fraude.

Importante lembrar:

Geralmente a contestação da venda leva um prazo mínimo de 5 a 7 dias para ser efetivada e apenas 5% das solicitações é feita nesse período. A maior parte mesmo, quase 50% leva em torno de 30 dias, e em até 90 dias temos 90% dos chargebacks

Porém existem chargebacks que levam até 6 meses para chegar. Então, caso tenha efetuado uma emissão suspeita, fique de olho, não prossiga com mais emissões para um cliente suspeito apenas porque a venda não foi recusada pela administradora do cartão.

Algumas dicas para você ficar de olho em suas emissões:

Solicitações de emissões para embarques imediatos, trechos que não passam pela região em que a agência se encontra, titular diferente de passageiro, quantidade passageiros, altos valores, quantidade de solicitações e qualquer característica fora do habitual de sua agência, são sinais suspeitos de uma possível fraude.

Um pouco do perfil de atuação do fraudador:

Um fraudador geralmente solicita emissões em horários onde as agências estão com a equipe reduzida ou menos atentos como o almoço ou fim de expediente.

A pressa é outra característica do fraudador, ele finge urgência, estar apressado, para que o atendente se desestabilize e faça a venda sem se atentar aos detalhes. Na maior parte das vezes não conhece os dados claramente, afinal, não são seus dados.

Pessoas comuns geralmente possuem 2 ou 3 cartões, por isso o fraudador possui vários, então sempre desconfie se o cliente apresentar muitos cartões para pagamento, principalmente se algum deles tiver a compra negada.

Cuidado com a famosa “carteirada”, muitos são os casos de fraude envolvendo possíveis advogados, missionários, grupos de igreja, empresários, entre outras ocupações que fazem com que sintamos estar respaldados pela “idoneidade” de certos grupos e atividades.

Para finalizar, Debora Cussiol saliente, “É sempre bom lembrar da famosa tática em que o fraudador chega solicitando uma passagem de valor baixo, para ele mesmo. Em seguida ele faz o pagamento à vista, que sempre é aprovado. O embarque é distante e para um trecho próximo da agência, mas, assim que percebe que conquistou a confiança da agência passa a fazer solicitações mais e mais ousadas, para terceiros, valores altos, outros cartões e trechos de risco. Por isso, sempre fique atento!”,