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Como o Turismo de Portugal desenhou sua reabertura

Uma plataforma em que estarão todos os estabelecimentos turísticos de Portugal com o selo “Clean and Safe” (limpo e seguro), para que o viajante possa consultar o que cada empresa está fazendo e também alertar ao governo, por meio de botões amarelo, verde e vermelho, se houver qualquer problema. Esse é mais um passo do Turismo de Portugal na reabertura do País após o lockdown por causa da pandemia de covid-19.

O país criou uma reabertura em três fases, duas em maio e a terceira em 1º de junho, que vai incluir a reabertura de shopping centers, do grande comércio, casas de espetáculo e outros espaços, com limitação de capacidade e novos protocolos de saúde.

A novidade foi anunciada pelo presidente do Turismo de Portugal, Luis Araújo, em live com Carlos Ferreirinha, consultor e especialista em viagens e o mercado de luxo, e também presidente da MCF Consultoria. Com 27 milhões de viajantes em 2019, dos quais dois terços estrangeiros, Portugal tem 10% de sua mão de obra, 14% do PIB e 20% das exportações vindas do Turismo. Não à toa o país é uma das referências em medidas para essa indústria durante a pandemia.

Confira a seguir alguns dos highlights da conversa de Ferreirinha com Araujo.

O INÍCIO

“Buscamos de início estabilizar o problema e ajuda vermos que a situação era de todos e não apenas de Portugal”, disse ele. Com isso, o Turismo de Portugal buscou traçar uma estratégia de curto prazo com foco nas empresas (“era preciso oferecer um balão de oxigênio para o empresariado passar a crise”); nos turistas (com informações em tempo real, para que eles soubesses quando poderiam visitar o país de novo); e os cidadãos (“o Turismo sempre foi a indústria do bem e era preciso mostrar aos portugueses que o Turismo estava do lado deles”).

“Outra grande lição foi ver que não podemos estar sozinhos em um momento deste e ouvimos todos e definimos juntos as estratégias. O recado para nossos 25 escritórios no mundo era estar do lado dos agentes de viagens e operadoras, com uma mensagem, uma campanha, informações sobre nosso plano”, disse Araujo.

REABERTURA

O plano de reabertura em três fases, segundo ele, tem tido sucesso, com autoridades, empresas e moradores fazendo suas partes. Os hotéis não chegaram a fechar por ordem do governo, a não ser voluntariamente, e as fronteiras continuaram abertas com toda a Europa e com destinos importantes como Brasil e Estados Unidos.

A volta da capacidade aérea é a grande questão para a retomada real dos negócios, mas Portugal conta com os portugueses para esse início de retomada. Segundo Araujo, cerca de três milhões de portugueses viajam na temporada de verão, que começa no final de junho, e agora essas viagens serão direcionadas para redescobrir Portugal. “É como no avião. Primeiro colocamos nossa máscara e depois ajudamos os outros”.

Ele acha que os protocolos de saúde e segurança estão sendo bem aceitos pelos portugueses e a experiência é diferente, mas continua de qualidade. “Esses dois meses foram importantes para pensarmos no equilíbrio de gestão das cidades, e pensarmos em nosso foco, no que é relevante ara o outro e onde podemos acrescentar valor”.

PRODUTOS

Esse novo olhar sobre a vida e sobre o Turismo de Portugal vai priorizar o que é essencial e gera esse valor a que ele se referiu. Mais colaboração na formatação de produtos e reforço do que é exclusivo e especialidade de Portugal, como o enoturismo ou a rota literária, devem mudar a maneira de se vender Portugal uma vez mais. O chamado Portugal autêntico, que muitos brasileiros conhecem quando se mudam para lá, será um dos trunfos na retomada.

Carlos Ferreirinha elogiou uma das mais recentes campanhas do Turismo de Portugal, a “Ler Portugal”, que usa os escritores do país para criar um vínculo emocional com os viajantes em plena pandemia. Fereririnha usou o vídeo como exemplo durante a live Prime Time, da qual participou no Portal PANROTAS. Confira o vídeo da campanha abaixo.

 

 

SELO

Sobre o selo citado no começo da reportagem ele explicou como funciona: as empresas pedem voluntariamente o selo e preenchem um cadastro e o governo vai iniciar fiscalização, que contará com o apoio do público na plataforma anunciada por Luis Araujo. “O selo é o primeiro sinal para que o viajante veja que do outro lado tem alguém se preocupando com ele e sua segurança”. Mas é a junção de governo, com empresas e consumidores, cada um cuidando do seu papel, que fará o sucesso do programa.

Araujo terminou o bate-papo dizendo que espera que a situação do Brasil encontre uma luz e uma esperança para sair da crise como Portugal. “Vamos sair dessa juntos. A marca Portugal faz sucesso pois tem um propósito forte, que é receber bem e respeitar as diferenças. Vivi quatro anos no Brasil, de 2001 a 2005, e vocês têm esse mesmo propósito. Precisam apenas colocá-lo em prática transversalmente”, finalizou.

Fonte: Panrotas