paris
Paris, a capital cultural do mundo. Mas por quê esse título?
26 setembro, 2014
Nenhuma Grande Estrela Brilha Sozinha
10 outubro, 2014

Relato de uma brasileira que viveu em terras catalãs

barcelona

A magnitude de Barcelona, definitivamente, não remete ao seu verdadeiro tamanho. A cidade, apesar de ser uma das mais conhecidas e visitadas da Europa, não é muito grande e possui 
pouco mais de 1 milhão e meio de habitantes. As ruas, por sua vez, têm muito movimento, há várias lojas, supermercados e restaurantes, mesmo assim, fora das zonas dominadas pelos turistas, paira no ar um clima ameno, às vezes, com certo marasmo (das 14h às 17h, na hora da saudosa siesta) que chega a ser viciante.

É um ritmo de vida totalmente diferente do compasso frenético
 da capital paulista, por exemplo, e faz com que qualquer um em plena consciência e que já experimentou essa sensação queira morar lá pro resto da vida.

 

barcelona

 

Eu sou de São Paulo, Capital, e vivi em Barcelona de abril de 2011 a outubro de 2012, quando fui fazer uma pós-gradução em Estudos Ambientais na Universitat Autònoma de Barcelona, trabalhei em uma empresa de consultoria catalã. Para ir da minha casa ao trabalho, eu alugava uma bicicleta da cidade na esquina do meu prédio. Para usar esse sistema de bikes, paga-se apenas 40 euros anuais. Era um transporte baratíssimo, saudável e que me dava a oportunidade de realmente admirar toda a beleza de Barcelona, com seus bairros e ruas planejados, prédios harmoniosos e espaços públicos como praças e parques, onde as pessoas podiam conviver e interagir.

Eu costumava sair de casa entre 8h e 9h, só iria tomar café da manhã por volta das 11h.
 Esse é um costume local. No inverno, a pedida fica por conta
 do tradicional café com leite e uma “flauta de jamón del país”, um tipo de presunto delicioso. No verão, há “excentricidades”: o café vem acompanhado de um copo de gelo e, à tarde, a cerveja pode vir misturada com soda, para ficar ainda mais refrescante.

 

barcelona

 

Uma curiosidade é que como nós, brasileiros, tomamos café rápido para ele não esfriar, as pessoas da Catalunha costumam dizer que tomamos café que nem tequila 
no shot. Já eles, que tomam o cafezinho junto com um copo d’água gelado, não se incomodam nem um pouco se o café não estiver quente.

Críticas baristas à parte, trouxe para o Brasil um costume deles que não pretendo perder nunca mais: comer pão com tomate. É fácil de fazer, delicioso e bom para comer em qualquer horário, do café da manhã ao petisco noturno. Eles pegam uma baguete e um tomate, cortam ambos ao meio e simplesmente esfregam o tomate no pão. Acrescente um queijo de sua preferência e você, dificilmente, vai perder esse costume também, acredite em mim.

Aos que pretendem viajar para Barcelona, meu único alerta é: cuidado para a cidade não te fisgar. E para fugir dos grandes circuitos turísticos, deixo três recomendações: a primeira tem tudo a ver com meus interesses, mas vale muito a pena visitar, é o museu de ciências CosmoCaixa, que já foi eleito o melhor da Europa; a segunda, é ir à Piscina Olímpica de Barcelona, que quase ninguém conhece e possui uma visão inigualável da cidade de Barcelona; e, por fim, não deixe de comer os doces do Tarte&Quiche, perto do parque Joan Miró. É impossível não se apaixonar pelas delícias feitas pelos dois franceses que comandam a cozinha do restaurante. Fins ara!

Fonte: Revista Flyers

Leia também Barcelona ou Madri? Veja o que tem de mais interessante.